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Análise - Conker's Bad Fur Day (Nintendo 64)

Por: em 23/11/2011 - 13:47
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Em 1997, o Nintendo 64 recebia o jogo "Diddy Kong Racing", um jogo de corrida, que se assemelhava muito ao já então aclamado "Mario Kart 64", lançado alguns meses antes. Entre os personagens selecionáveis do jogo, podíamos notar a presença de um esquilo vermelho um tanto carismático. Seu nome? Conker.

Em 1999, Conker retorna, dessa vez como protagonista, em "Conker's Pocket Tales", lançado para Game Boy Color. Neste jogo, Conker continua sendo um esquilo adorável e meigo, vivendo aventuras infantis munido de seu estilingue.

Finalmente, em 2001, o personagem recebe o seu próprio jogo para Nintendo 64. Inicialmente, o jogo recebeu os nomes "Conker's Quest", e posteriormente, "Twelve Tales: Conker 64". O jogo seguiria a lógica da maioria dos jogos lançados para o Nintendo 64: jogos infantis, muito coloridos, com protagonistas amistosos.

No entanto, a Rareware, atual Rare, ficou temerosa com a recepção que o jogo teria, e resolveu mudá-lo drasticamente. A mudança foi tanta, que o jogo que seria lançado inicialmente como um título infantil, recebeu a classificação M (Mature), e a capa do mesmo recebeu um aviso de "Proibido para menores de 17 anos".

Assim, nascia "Conker's Bad Fur Day", um jogo repleto de violência, humor negro e paródias de filmes e jogos consagrados como Matrix, Laranja Mecânica, Drácula, O Exorcista, Alien, O Resgate do Soldado Ryan, Resident Evil, entre outras.

História

A história em "Conker's Bad Fur Day" é um dos pontos mais positivos do jogo. A narrativa é extremamente agradável, original, bizarra e sem sentido algum. É exatamente isso que faz o jogador querer saber o que o espera mais a frente.

Logo de cara, no início de jogo, vemos uma cena parodiando o filme "Laranja Mecânica". Conker, sentado em um trono, com uma coroa dourada sobre a cabeça, e rodeado pelos mais estranhos seres, conta que agora é o rei de toda aquela terra. Ele conclui que o jogador deve estar se perguntando como ele chegou ali, e quem são aqueles seres em volta de seu trono, e decide contar como tudo aconteceu. Tudo teria começado apenas um dia antes, um dia que Conker gosta de chamar de "Bad Fur Day".

Conker está em um bar, e decide ligar para a casa de sua namorada Berri, avisando que chegará um pouco tarde, pois encontrou uns amigos que no dia seguinte irão para a guerra. O esquilo, no entanto, acaba bebendo demais e decide ir embora. Após vomitar em frente ao bar, ele sai sem rumo, procurando o caminho de casa.

Enquanto isso, em um castelo não muito longe dali, O Rei Pantera toma seu leite tranquilamente. Ao colocar o copo em cima da mesa que fica ao lado de seu trono, a mesma cambaleia, e o copo cai. Podemos ver então, que a mesa possui apenas três pernas. O Rei Pantera fica muito irritado com isso. O braço direito do rei, o cientista, Professor Von Kriplespac, sugere que a melhor solução é simples e óbvia: usar um esquilo vermelho como quarta perna da mesa.

A partir daí, Conker se meterá nas mais absurdas confusões e situações, como enfrentar uma montanha de... errr... cocô,  desviar de balas ao melhor estilo Matrix, enfrentar um cemitério de esquilos zumbis (que por sinal, são muito mais resistentes que zumbis humanos), cavalgar um dinossauro enquanto estraçalha homens primitivos,e muitas outras.

Jogabilidade

A jogabilidade  é outro ponto positivo do jogo. "Conker's Bad Fur Day" é basicamente um jogo de ação e plataforma, mas que em determinados momentos, torna-se um jogo de tiro e puzzle. Conker tem a capacidade de pulo normal (pressionando-se o botão A), pulo alto (segurando-se Z, e então pressionando-se A), pulo com vôo, onde Conker usa seu rabo como uma hélice de helicóptero (botão A + A), se abaixar (botão Z), atacar com uma frigideira, pegar ou guardar armas em determinados pontos do jogo, assim como nadar quando necessário (pressionando-se B). Quando necessário, o esquilo também pode empurrar objetos pesados, e subir em cordas.

Em alguns pontos, o jogador verá um ou outro bloco no chão, com um grande B desenhado. Ao pisar nesse bloco, um lâmpada aparece sobre a cabeça de Conker. Sempre que essa lâmpada aparecer, o botão B deve ser pressionado. Esses blocos podem ser pontos estratégicos onde Conker se postará, e poderá atirar em inimigos com determinadas armas, só utilizáveis nesses locais (como por exemplo, um estilingue). Sobre esses blocos, os controles são basicamente B para ativar ou desativar a arma em uso, e Z para atirar com a mesma. Vale lembrar que essa lâmpada não aparece somente sobre esses blocos. Em batalhas com determinados chefões, ela também estará presente.

Mas nem tudo são flores no quesito jogabilidade. Assim como em muitos outros jogos de Nintendo 64, a câmera não ajuda muito, e o jogador provavelmente levará um tempinho para pegar o jeito, e conseguir ajustar a câmera da melhor maneira possível.

O dinheiro... Sempre o dinheiro...

E o que seria da vida sem dinheiro não é? No jogo, um dos objetivos de Conker é coletar o máximo possível de dinheiro. Embora este não seja utilizável pelo jogador para melhorias e nem para compra de itens, há certos momentos em que, se o jogador não possuir determinada quantia, será impossibilitado de prosseguir, sendo necessário o regresso a áreas anteriores em busca do mesmo. Mas não e preocupe, pois é muito fácil localizar a grana. Os maços de dinheiro ficam constantemente gritando e xingando, então é muito fácil localizá-los.

Como derrotar inimigos? Urine neles...

Outra característica marcante do jogo e do protagonista, é a possibilidade do personagem urinar sobre determinados inimigos, em certa altura do jogo. Para isso Conker precisar estar bêbado, e para isso, existem blocos B sob barris enormes de bebida. Em certo episódio, o esquilo, transformado em morcego por um Drácula muito fajuto, é capaz também de defecar sobre a cabeça de moradores do vilarejo vizinho, com o intuito de desmaiá-los, e levá-los até o vampiro.

Barras de Chocolate e Rabos Mágicos

Ao morrer pela primeira vez, Conker desce ao submundo, onde conhece o Ceifeiro Gregg, que o informa que, semelhantemente à um gato, ele tem mais de uma vida. Para isso, no entanto, o esquilo deve coletar rabos mágicos que se encontram pendurados nas paredes de determinados locais. Cada rabo coletado representa uma vida a mais.  No entendo, enquanto o jogador não morrer pela primeira vez (o que é bem difícil), os rabos não estarão disponíveis.

Mas como não morrer em um lugar desses? Coma barras de chocolate.

Barras de chocolate se encaixam perfeitamente no contexto de um jogo onde o protagonista costuma beber, vomitar, urinar...

Dificuldade

O jogo apresenta uma dificuldade mediana durante quase todo o decorrer da história, embora haja determinadas situações que causarão muita dor de cabeça e um longo tempo de jogatina, até que o jogador consiga passar por elas, como por exemplo, atravessar uma praia repleta de ursinhos nazistas armados com metralhadoras, que ficam camuflados na areia, ou enfrentar grupos de zumbis capazes de correr mais que você.

Já as lutas contra os chefes, que deveriam ser as mais difíceis, acabam sendo mais fáceis do que enfrentar determinados inimigos normais do jogo. Contra os chefes, a lógica sempre será a melhor arma, e por vezes, haverá elementos no cenários que irão ajudar o jogador durante a batalha. Constantemente o jogador verá que o tão temido inimigo foi derrotado mais rápido do que se esperava.

Quanto à duração, o jogo não é muito longo, e 10 horas serão suficientes para que um bom jogador consiga finalizá-lo (levando-se em conta o mínimo possível de mortes e falhas)

Gráficos

Antes de analisarmos os gráficos, devemos levar em conta o ano de lançamento do jogo. Os gráficos são muito coloridos, cartunizados, e usam todos os recursos do Nintendo 64 (vale lembrar que "Conker's Bad Fur Day" é um dos poucos jogos do Nintendo 64 a utilizar um cartucho de 512 Mb). Os personagens, todos muito bem elaborados, apresentam expressões faciais satisfatórias.

A estética do jogo é muito interessante, havendo combinação de cores em todo o ambiente, o que resulta em uma variação de texturas e luz que causam um efeito visual muito agradável.

Trilha sonora

A trilha sonora é outro ponto positivo na análise do jogo. Esta não se limita as mesmas musiquinhas durante o decorrer do jogo, como visto em títulos semelhantes  da plataforma. Em "Conker's Bad Fur Day", há uma variedade enorme de músicas de fundo, que variam conforme a etapa do jogo em que se localiza. Tomemos, como exemplo, a fase inicial do jogo, onde a música é mais animada, a etapa onde o jogador se encontra no castelo do Drácula, onde um clima sonoro de suspense impera, e ainda durante a idade da pedra, quando a trilha também é bem característica.

Outro fator positivo é a dublagem. Todos os personagens possuem vozes características e marcantes. Apesar de um ou outro problema quanto à regularidade da dublagem, esta proporciona uma experiência muito satisfatória para o jogador.

 

Multiplayer

O jogo apresenta um menu multiplayer, que conta com alguns mini-jogos baseados em acontecimentos do jogo. Há suporte para até quatro jogadores ao mesmo tempo. Descreverei abaixo, de maneira breve, cada um dos mini-jogos:

Beach

Os jogadores são divididos em dois grupos: Tediz (ou ursinhos nazistas) e habitantes do vilarejo. Os aldeões devem invadir a base dos Tediz para marcar ponto, enquanto  os Tediz ganham pontos ao conseguirem matar os aldões. Nesse modo, somente dois jogadores podem compor o grupo dos Tediz, enquanto o grupo dos aldeões pode ser composto por até 8 jogadores (como compensação pelo fato dos Tediz usarem metralhadoras)

Deathmatch

Este modo de jogo apresenta um único objetivo: matar. Ganha quem conseguir matar adversários. São encontradas as mais variadas armas no cenário.

Heist

Neste modo de jogo não há times. Aqui a missão do jogador é pegar o dinheiro que aparece no meio do cenário, e levar até seu cofre. Os jogadores começam armados com um taco de baseball, mas podem coletar outras armas no cenário. O vencedor é o jogador que conseguir levar três sacos de dinheiro para seu cofre (só aparece um saco por vez, o que obriga os jogadores a se matarem, literalmente, pelo dinheiro).

Race

Não há times aqui. Os jogadores disputarão corridas na lava, no período pré-histórico. Somente os uga-bugas podem ser selecionados, e há duas pistas diferentes: Pista A e pista B. Há itens no caminho, que podem ser utilizados para "trapacear", e os Uga-bugas podem bater nos adversários.

Raptor

Este modo de jogo coloca dinossauros contra uga-bugas (os habitantes da Idade da Pedra). O objetivo do grupo de uga-bugas é coletar ovos do dinossauro, enquanto o grupo dos dinossauros deve proteger o ninho. Os uga-bugas podem usar armas como ossos e facas, e pontuam quando matam o dinassauro, ou quando conseguem levar um ovo até a "frigideira gigante". Os dinossauros contam somente com seus dentes como arma, e pontuam quando matam um uga-buga ou o usa para alimentar seu filhote.

Tank

Também não há times neste modo de jogo. Os jogadores controlam tanques de guerra, e vence aquele que conseguir destruir mais tanques. Há alguns itens nos cenários, que podem, por exemplo, lançar gás mortal na atmosfera (os tanques devem voltar às suas garagens para não serem destruídos).

War

Modo de jogo onde um grupos de Tediz enfrenta um grupo de esquilos. War é dividido ainda em outros dois modos de jogo:
Total War: Vence quem matar mais adversários.
Colors: Vence quem capturar a bandeira adversária e trouxer até sua base.

Remake

Lançado exclusivamente para Xbox em 2005, "Conker: Live & Reloaded" é um remake do jogo lançado para Nintendo 64. O título acabou decepcionando os fãs, que esperavam um sequência, e não um remake.

Entre as principais modificações da versão lançada para o Xbox em relação à versão do Nintendo 64, estão os gráficos, que foram remodelados, assim como novas referências a filmes (no episódio em que Conker se aventura no castelo do Drácula, ele usa uma roupa de Van Hellsing, filme lançado anos depois da primeira versão do jogo).  "Conker: Live & Reloaded" acabou recebendo algumas censuras.

Conclusão

"Conker's Bad Fury Day" é o jogo perfeito para todos aqueles que procuram diversão, aliada a muita violência e humor negro (quem é que procura um jogo repleto disso?). As paródias inseridas no jogo garantem ainda mais diversão, assim como o modo multiplayer, que pode garantir boas horas de jogatina com os amigos. Apesar de pontos negativos, como a câmera e a dificuldade exagerada em determinados pontos, e muito baixa em outros, os pontos positivos são muito mais relevantes, e fazem do jogo uma aventura insana e indispensável.

Nota Final: 9,0

Comentários (7)

por em 14/12/11 (04:25)
nossa!!! demais!!! esse é um dos melhores jogos de Nintendo 64 que já joguei...e aew?? alguém ta afim de chamar a Nintendo de infantil agora? kkkk' infelismente quem joga no emulador não pode ver o poder do n64 no proprio n64
por em 27/11/11 (11:06)
eu jogo esse jogo no meu emuladro e to quase zeranu É BOM D++++++++++++++++++++++++++

S2 NINTENDO .64
por em 24/11/11 (19:29)
Acho que foi um dos primeiros games que joguei no N64.... PQP!!! Tem avacalhação com um monte de filmes legais e os chefes nem se fala.... Lutar contra um amontoado de merda cantor de opera não tem preço.....
por em 23/11/11 (21:46)
análise mui boa, e esse jogo parece ser bom, tô baixando hj msm pra jogar ^^.
por em 23/11/11 (17:26)
Nossa,o jogo tem cara de ser bom mesmo,muito boa análise Chrono,uma da melhores que já li!
por em 23/11/11 (15:57)
Hm, não sabia o do pq dele fazer sucesso... agora ta explicado!
Acho q o Happy Tree Friends entrou no embalo do Conker's Bad Fur Day XD
Ótima analise Chrono!!!
por em 23/11/11 (18:19)
Humor negro é a fórmula para o sucesso.