Introdução:
O tradicional jogo de luta da SNK chega ao seu primeiro jogo em 3D, e com ele novos meios de jogo, novos personagens e uma nova grande história que sempre cativou os fãs da série. O jogo é um spin-off desenvolvido para o Playstation 2 que dividiu muitas opiniões entre os fãs. E o que fez este jogo ter se tornado tão polêmico? Isto é o que você descobre agora aqui nesta análise.
História:
A história é sempre um ponto forte quando se tratamos de KOF, mas por ser um spin-off, não espere por Orochi, Rugal e nem mesmo por Iori e Kyo como protagonistas do jogo. Aliás, diga-se que desta vez eles são meros coadjuvantes. Isto pode até acabar se tornando um ponto fraco para aqueles fãs mais tradicionais, mas não podemos deixar de ressaltar que a história não deixa de ser interessante, mesmo não alterando em nada a história principal.
Desta vez, ao que tudo indica, está ocorrendo uma guerra entre gangues em SouthTown, e o chefe da mais temida delas (Mephistoles) é Duke. Os irmãos Meira (Alba e Soirée), suspeitam que Duke esteja por trás do assassinato do pai adotivo deles (Fate), e temem ainda que Lien Neville seja quem o tenha o matado a mando de Duke, mas o objetivo de Lien é destruir toda a gangue de Duke começando pelo topo. Mas para que os irmãos Alba Meira e Soirée Meira possam acertar as contas com Duke, o vilão disse que antes os dois devem passar pelo Torneio de Lutadores. Na semifinal do torneio Alba quase foi derrotado por Lien Neville mais consegue derrotá-la. Alba chega na final, e luta contra Duke. Alba prometeu vingar a morte de Fate e quando estava prestes a matar Duke, descobre que o cabeça da Mephistoles, Duke não tinha envolvimento no assassinato de seu tutor então Alba o deixou escapar. E então, a gistória se prossegue com a OVA Another Day e a continuação: The King of Fighters Maximum Impact 2.

Personagens:
O jogo traz consigo 20 personagens (incluindo o chefão Duke), sendo que deles oito são inéditos, sendo eles: Alba Meira, Soirée Meira, Lien Neville, Mignon Beart, Chae Lin, Rock Howard (Filho de Geese Howard e dicípulo de Terry Bogard), Duke (Boss) e Hyena (promotor do evento. Não luta, apenas conversa com os participantes antes de cada luta). E dentre os personagens antigos, temos: Kyo Kussanagi, Iori Yagami, K’, Athena Asamiya, Ralf Jones, Clark Steel, Leona Haidern, Mai Shiranui, Yuri Sakazaki, Ryo Sakazaki, Terry Bogard, Maxima e Seth.
Mas mesmo os personagens novos terem caído na graça de muitos fãs (inclusive Alba), grande maioria deles são dispensáveis quando se deseja chegar longe no modo Story, pois infelizmente, estes não estão tão fortes quanto os antigos, e por falar neles, lamenta-se a ausência de grandes lutadores como Benimaru e Andy Bogard que em minha opinião poderiam ocupar sem nenhum problema a vaga ocupada por Seth, por exemplo. Mas apesar do jogo ter sido o primeiro da série em 3D, tais personagens não sofreram nenhuma alteração nos visuais e os golpes continuam praticamente os mesmos, inclusive os combos. (GALACTICA PHANTON)

Jogabilidade:
Este foi sem dúvida o ponto que mais se destacou no jogo. Não pelos seus controles, que, aliás, estão perfeitos, dando ao jogo uma boa conversão para o modo três dimensões. Mas o que pegou mesmo foi o modo de jogo imposto no game. Para começar, a série KOF sempre foi marcada por lutas em trios, e em sessões longas e difíceis, e foi exatamente neste ponto que o jogo mais pecou. Em KOF: Maximum Impact, você escolhe apenas um único lutador (isso mesmo, só um. Nada de trios, a menos que você jogue no modo Versus) para passar por uma série de sete lutadores, e enfim, chegar até Duke. O trajeto acaba não sendo muito difícil depois de menos de uma semana jogando, pois apesar de golpes tradicionais permanecerem, e até mesmo possível chegar até o chefão final usando apenas um único golpe (experimente chegar perto da parede com o K’ e ficar apertando R2 sucessivas vezes no seu oponente), e isto acaba deixando muito a desejar o fator dificuldade do jogo. Mas é claro que ao enfrentar Duke, a vontade que dá é de atirar o controle contra a parede, visto o exagero deste monstro, mas se você derrotá-lo, não espere por finais individuais, e sim por um único CG independente do lutador que você tenha zerado, destravando apenas custominizações destes. Além disso, os cenários são poucos e acabam até mesmo se repetindo durante o modo Story. E foi esta fuga da tradicionalidade que tornou o jogo o menos “The King of Fighters” da série, podendo ser até mesmo comparado com um simples jogo de luta, mas que acaba agradando jogadores mais novos, principalmente no modo Versus, que é para mim onde o jogo mais proporciona diversão. Outros Modos de jogo presente em Maximum Impact são o Time Attack, Mission Mode e Online (apenas na versão de Xbox).
Gráficos:
A SNK Playmore é sempre famosa por seus jogos em 2D, mas mesmo o não tendo alcançado o mesmo nível que Soul Calibur, por exemplo, diga-se que os gráficos do jogo estão bons, principalmente na descrição dos cenários que ficaram lindos, mas poderia estar melhores. Mas tudo bem, jogos em 3D nunca foram a especialidade da SNK Playmore.

Conclusão:
The King of Fighters: Maximum Impact, tinah tudo para fazer a série KOF estrear com o pé direito na era 3D, mas a ausência de personagens marcantes e dos times, juntamente com outros erros do jogo acabaram mal-sucedendo as expectativas de quem esperava um KOF de verdade. Tal rejeição acabou dando origem a uma “correção” do jogo com The King of Fighters: Maximum Impact Regolation A, lançado em 2006. mas isso já é outro assunto.
Jogo: The King of Fighters Maximum Impact
Plataforma: Playstation 2, Xbox
Desenvolvedora: SNK Playmore
Gênero: Luta
Nota: 6,4
Trailer do jogo
