Nos últimos dias, foi levantada uma questão chave com relação ao mercado de games e a pirataria. Discussão essa que vem se descorrendo há algum tempo, mas que agora ganhou nova força. Tal assunto, tão polêmico, nada mais é do que a inclusão de softwares de DRM nos jogos a serem lançados no mercado.
Caso você, caro leitor, não faça a menor idéia do que significa esta sigla, eu explico. DRM significa Digital Rights Management, ou Gerenciamento de Direitos Digitais, uma forma de as empresas combaterem a pirataria, bloqueando conteúdo do jogo caso a verificação de autenticidade não seja efetiva.
Isso, na verdade, existe há muito tempo, desde os jogos antigos, que exigiam que o CD do jogo estivesse presente no drive na hora de jogar. Isso também era uma forma de restringir o acesso a quem não tivesse comprado o jogo. Porém, como todos sabem, esse método era facilmente derrubado.
Com a internet alcançando mais pessoas, a pirataria se tornou mais acessível, e as empresas de games tiveram de se adaptar para não saírem do mercado. A Ubisoft, empresa responsável por séries como Assassin's Creed, colocou em seus jogos, nos últimos tempos, uma forma de DRM que vêm causando inflamadas discussões.
O sistema empregado pela Ubisoft exige que, para rodar o jogo, o usuário esteja sempre conectado à internet. Obviamente isso gerou protestos, tanto de usuários que não possuem conexão constante com a internet, quanto de jogadores que preferem jogar sozinhos, offline.
Na semana passada, a Blizzard anunciou que irá empregar o mesmo software em seu próximo grande lançamento, Diablo III, a aguardada sequência do sucesso de 2001. Isso causou revolta entre os jogadores, que não aprovam este método.
A empresa alega que não está focada no combate à pirataria, mas que utilizará a conexão constante para prevenir trapaças e hacks de personagens.
Em contra partida, o projeto Humble Indie Bundle, que visa arrecadar fundos para instituições de caridade vendendo pacotes de jogos pelo preço que o usuário deseja pagar, oferece todo o seu software, que nesta 3° edição contém quase 10 jogos produzidos por empresas de pequeno porte, absolutamente sem nenhuma forma de DRM, permitindo ao usuário copiar, emprestar, enfim, fazer o que quiser com seu software.
A pergunta é:
Você concorda com a técnica de proteção contra a pirataria utilizada pelas empresas, forçando o usuário a estar sempre conectado com a internet, ou
Acha que os jogos devem ser disponibilizados sem DRM, permitindo ao usuário mais liberdade com o software pela qual ele pagou?