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New Super Mario Bros. – Análise

Por: em 20/02/2011 - 21:31
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O bom e velho Mario. Quem diria que uma fórmula tão manjada poderia ainda fazer tanto sucesso? A atmosfera, as fases, os mundos, o próprio encanador bigodudo, tudo chama a nossa atenção para jogamos mais um título mesmo sabendo que a história não vai mudar tão cedo. E é com esse estilo que New Super Mario Bros. chega, renovando a série mas mantendo tudo o que é importante para ser um jogo memorável e nostálgico.

Veja agora uma análise mais detalhada sobre este incrível jogo que entrou com o pé direito no Nintendo DS:

 

Gráficos:

Juntando a jogabilidade 2D com gráficos em 3D, os gráficos deste jogo fazem um mix perfeito, fazendo-nos lembrar dos momentos felizes quando jogávamos Super Mario Bros. para Nintendinho (NES), ou o Super Mario World para Super Nintendo (SNES). Mas não tão somente o tom nostálgico, mas também o tom inovador está presente, mostrando gráficos em três dimensões muito bem feitos para a época. Podemos ver mais claramente isso quando você pega o Power up do Mega-Mushroom (esse Power up será explicado melhor adiante), e o Mario quadruplica de tamanho.

                          

Mesmo o jogo já sendo antigo (2006), os gráficos não são nada ruins, dando um banho em muitos jogos lançados hoje em dia. Os mapas são muito bonitos e de fácil acesso, não deixando ninguém perdido ou sendo jogado contra a parede com muita informação. A modelagem de Kid Bowser e dos demais personagens também é muito bem feita e os movimentos empregados neles são muito engraçados e naturais, dando um ar divertido e descontraído. Resumindo: um refresco para os olhos.

 

Jogabilidade:

Esse é o ponto forte do jogo, e sem ele todas as demais categorias perderiam o devido valor. A jogabilidade em New Super Mario Bros. é muito bem elaborada, intuitiva e rápida, isso para quem já está acostumado a apertar o botão de correr durante a jogatina inteira (o que dificulta também pelo fato dele pegar impulso demais a ponto de ficar difícil de pará-lo). As inovações são muito poucas, nada que já não tivesse sido visto em outros títulos de Mario, mas o grande diferencial são alguns Power ups feitos exclusivamente para este título (e que logo foram adicionados em New Super Mario Bros. Wii).

                           

Tais Power ups são: o Blue Koopa Shell, que de ajuda a passar por vários inimigos e armadilhas, além de deixar o Mario com melhor locomoção dentro d’água; o Mega-Mushroom, que te deixa maior, podendo destruir quase todo o cenário para ganhar mais vidas; e o Mini-Mushroom, que te deixa minúsculo a ponto de entrar em canos ou valas menores, podendo pular mais alto e andar sobre a água. Não podemos esquecer, claro, dos power ups clássicos, como o Mushroom comum, que te faz crescer, e da Flor de Fogo. Encontramos também uma série de casas de cogumelos pelo cenário, e neles podemos ganhar desde poderes como até vidas extras.

                             

O único ponto que falha é o nível de dificuldade dos chefões. Quem é fã legítimo de Mario já sabe que a dificuldade nos jogos do encanador é mais focada nas fases do que nos chefões. Porém, só por causa disso não quer dizer que os chefões precisam aparecer sempre do mesmo jeito que já vimos em outros jogos.
Como por exemplo, a clássica ponte onde no final encontra-se um interruptor, mas até chegar lá você precisa passar por Bowser (que de fato nem é tão complicado quanto parece), e quando se aperta o interruptor, a ponte desaparece e o chefão cai para uma morte certa – ou não – no rio de lava. Não digo mais que isso seja um spoiler, pois quem já pode conferir os jogos mais antigos, já sabe o que precisa fazer nessas ocasiões. Um pouco mais de originalidade (e dificuldade) seria muito bem vinda.

Sem falar no tão pedido Yoshi. O pequeno e divertido dinossauro verde ganhou fama depois de Super Mario World, e quando se soube que iria ter um título de plataforma para Nintendo DS do Mario, todos esperavam por jogar com Yoshi novamente. Infelizmente o pedido não foi atendido. Claro que ele apareceu no jogo lançado para Wii, mas não seria nada mal colocá-lo também no portátil.

 

Trilha Sonora:

Conseguindo renovar, as músicas funcionam muito bem no título, desde a alegre música da primeira fase até a mais tenebrosa – mas mesmo assim divertida – dos castelos ou das casas mal assombradas, empregando batidas mais modernas, mas ainda deixando a música nostálgica o suficiente.

Contamos ainda com a clássica música acelerada quando o tempo estipulado para se terminar a fase está quase no fim, sem falar nos efeitos sonoros, com os barulhos das moedas sendo pegas, do Mario descendo pelo túnel ou da música de invencibilidade. E o jogo ganha mais brilho quando ouvimos a voz do Sr. Charles Martinet, o dublador de Mario, dizendo os jargões típicos do personagem, tudo envolto de um sotaque italiano engraçadíssimo.

 

Imersão:

Acho que não preciso me esforçar muito para falar sobre imersão perto de Mario. Do mesmo jeito que os jogos antigões conseguem ser viciantes, New Super Mario Bros. entra pro time com muita classe. Um ótimo número de fases (por volta de 80), puzzles divertidíssimos, as cores, tudo faz da experiência de jogo algo insubstituível. É o tipo de jogo que não enjoa fácil e dá vontade de zerá-lo várias vezes, e cada tentativa com cada vez mais esforço para desbloquear fases secretas. Resumindo tudo isso: mais um jogo do Mario que vale a pena jogar.

 

História:

Deixei essa parte um pouco para trás porque ela não é tão importante quanto as outras já citadas. A história é a mesma dos outros títulos: Peach é capturada por Bowser (o único diferencial deste aqui é que agora é a vez do Kid Bowser de capturá-la), e Mario tem que passar por 8 mundos – ou se preferir, 8 castelos – para salvá-la. Já é típico da Nintendo fazer os jogos de Mario sempre com oito etapas, visto que o número oito está bem no meio do 5 e do 10, mostrando que o jogo está bastante nivelado. Para entender melhor, 8 é como se fosse um meio termo, um número bom o suficiente de etapas sem deixar o jogador enjoado, o mesmo que se tivessem 5 etapas seria muito pouco, enquanto 10 seria demais. Podemos ver isso também em alguns jogos de Zelda, mas a questão agora é Mario.

O que eu quis dizer com tudo isso? Mario consegue agradar mesmo com a mesma história porque tudo nele é bem nivelado, é satisfatório para o jogador, não há nada enjoativo (a não ser que você não goste de Mario realmente). É por isso que gostamos tanto de jogar estes títulos, pois eles nos agradam sem enjoar, como muitos jogos tentam, mas não conseguem.

 

Modo Mulitplayer:

Infelizmente, está ai a parte onde New Super Mario Bros. desanima. O modo Mario vs. Luigi sinceramente não precisava existir, passando para nós gamers uma gincana sem sal, complicada de entender no inicio e que não diverte. Não estou me referindo aos pequenos puzzles existentes também para modo multiplayer, pois eles são muito divertidos, mas o modo Mario vs. Luigi é irritante e cansativo. Foi a parte mais mal pensada de todo o jogo.

 

Conclusão:

New Super Mario Bros. consegue ser perfeito no quesito diversão, tanto para os casuais quanto para o hardcores, pois o nível de dificuldade está bem nivelado e o entretenimento é garantido. Com erros bobos, este título poderia ter sido um pouco melhor no modo multiplayer, ou a aparição de Yoshi, mas retirando tudo isso, ele entra para o topo dos melhores jogos para Nintendo DS, isso se não for o melhor. Mesmo sendo antigo, não nos enjoamos em hipótese alguma dos gráficos, da trilha sonora e principalmente da jogabilidade. Jogo obrigatório para quem tem um portátil da Nintendo.

Nota Final: 9,5

Comentários (2)

por em 22/02/11 (19:34)
adorei a entrevista com o charles
por em 21/02/11 (11:58)
Super Mario World... bons tempos, trancado, jogando o dia todo SMW :]

Muito boa a Análise!
Kid Bowser *o*