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Final Fantasy XII Revenant Wings – Análise

Por: em 07/02/2011 - 01:58
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A série Final Fantasy tem conquistado muitos gamers pelo mundo afora, tudo pelo seu estilo RPG Japonês cheio de detalhes, cenários encantadores, Personagens carismáticos, e é claro, as batalhas por turnos. Mas muitos não gostam desse sistema de batalhas, uns por acharem muito lento e sem ação, outros por achar complicado. Então os desenvolvedores foram se adaptando ao gosto do público, fazendo sagas ora com batalhas por turnos, ora com batalhas corpo a corpo (envolvendo até o sistema tático que usamos em peças de tabuleiro).

Mais ainda uma pequena parcela de jogadores ainda não tinha sido atingida, e nesta parcela faziam parte aqueles que curtiam jogos como Age of Empires III e Warcraft III. Então qual foi a solução para a Square Enix? Criar Final Fantasy XII Revenant Wings, um dos melhores jogos de estratégia para Nintendo DS. Veja agora uma análise mais detalhada sobre o jogo e veja o porquê dele ser tão diferente dos outros jogos da série.

 

Jogabilidade:

Totalmente inovadora para o ramo dos Final Fantasy, Revenant Wings consegue assumir com muita propriedade o estilo “Estratégia em tempo real”, mostrando tudo aquilo em o gênero pode oferecer, como criar sua própria tropa (neste caso, toda constituída de monstros), poder usar habilidades especiais de heróis, conseguir mais área para utilizar mais recursos e bastante estratégia.

O único problema em toda a jogabilidade é a precisão. Como um jogo de estratégia precisa ter uma jogabilidade intuitiva e de fácil acesso, por mais que ela seja cheia de opções, ela tem que ser precisa. O que quero dizer com isso é que todo o comando que você faz durante o jogo tem que ser correspondido, e em Revenant Wings isso não acontece muitas vezes.

Existem ocasiões onde você clica em uma opção na tela sensível ao toque, e essa opção não é iniciada, como se você não tivesse apertado ela, sem falar quando outra ação é feita sem você querer, como o caso da A.I. um tanto incompetente, quando um de seus monstros quer perseguir o adversário sem um comando prévio. Mas mesmo irritando e dando alguns game overs, a jogabilidade convence e deixa o game único, deixando-o extremamente divertido e ao mesmo tempo desafiador.

 

Gráficos:

Os gráficos seguem um padrão bem legal e que corresponde perfeitamente ao estilo do jogo, dando cenários em 3D e personagens (tanto heróis quanto monstros) ao grande estilo 16bits, com sprites bem feitos e com movimentos muito bons, não deixando ninguém estático demais. Os efeitos das magias também são muito bons, dando um ar mais realístico e ao mesmo tempo fantasioso para as batalha do game. As cutscenes são magníficas, resgatando tudo aquilo que um bom Final Fantasy pode oferecer, pena que elas são tão curtas e tão poucas.

O grande pesar de Revenant Wings é a queda freqüente de frames por segundo. Não estou falando de uma queda ou outra, e sim durante o as batalhas inteiras praticamente, e são poucos os momentos em que se pode conferir a velocidade normal que deveria ser. E a queda fica mais intensa quando vários monstros e heróis estão batalhando e matando uns aos outros, tornando toda a experiência muito lenta. Se este jogo tivesse mais ação, com certeza isso seria muito mais visível, mas como é de estratégia, não notamos muito até porque os monstros e heróis são naturalmente lentos.

Durante as cenas não interativas, da passagem de ilhas flutuantes e nas tendas é que a taxa de frames por segundo fica estável, mas durante as batalhas a situação não é a mesma.

 

Trilha Sonora:

Ela consegue ser incrivelmente rica em nuances, em surpresas melódicas e nas típicas músicas temas encontradas também em outros títulos de Final Fantasy, como a música de vitória ao concluir uma missão. A trilha sonora dá ao jogo um espírito aventuresco, dando ao jogador cada vez mais imersão. Confira a música abaixo que mostra um pouco do que a trilha de Revenant Wings pode oferecer:

Mais até mesmo uma boa música não escapa do erro, e o que está bastante nítido durante toda a jogatina é a repetição de músicas. Tudo bem, elas são lindas e agradáveis de ouvir, mas repeti-las incessantemente durante o jogo todo se torna cansativo. Alguns nem devem perceber isso e achar que estou exagerando, mas terão alguns que irão preferir jogar com o som desligado, pois as músicas que tocam durante as batalhas são quase sempre as mesmas (e são as mais enjoativas).

 

Duração:

Revenant Wings neste quesito consegue ser um RPG de verdade, pois são necessários em torno de 30 a 35 horas de jogatina para ser concluído. Ela pode ser estendida se desejar fazer as missões secundárias para ganhar mais itens, poderes, monstros e experiência, o que pode durar bem mais do que o previsto. E como este título é extremamente viciante, 30 horas parecem ser muito poucas comparadas ao universo tão grandioso do jogo.

Você tem muita liberdade de escolhas, podendo não fazer por enquanto as missões mais importantes e que seguem a linearidade da história e cumprir missões mais curtas para diversão e para ganho de experiência, sendo que em cada uma dessas missões são reveladas mais cenas não interativas onde são detalhados mais características dos personagens principais, tornando a historia bem interessante (mas isso não a torna melhor, o que vou falar detalhadamente mais a frente).

 

Dificuldade:

A dificuldade está bem nivelada, mas a não ser que você não goste ou não tenha paciência de fazer missões secundárias, então reveja seus conceitos, pois se torna quase que obrigatória a realização de tais tarefas para conseguir zerar Revenant Wings com êxito e sem tantas preocupações. Mas não se preocupe, as missões secundárias são relativamente fáceis e elas somente farão bem aos seus heróis, dando a eles muito mais experiência e poderes exclusivos. Seguindo este princípio, as missões primárias tornam-se bem mais maleáveis, sem falar que você poderá saber melhor o que fazer quando se deparar com um monstro aparentemente poderoso.

 

Imersão:

Essa área consegue fazer de Final Fantasy XII Revenant Wings um dos jogos mais imersivos já vistos. Não estou me referindo à história, mas sim a própria jogabilidade e as missões a serem feitas que deixam tudo neste game muito viciante. Sem mais rodeios, mesmo com todas as falhas técnicas, o game consegue conquistar facilmente pela sua atmosfera, sua música e suas batalhas.

 

História:

Esta parte deixei por último pois queria fazer algumas observações sobre a mesma. Mas primeiro, deixarei uma pequena sinopse de tudo que acontece na trama.

Este jogo se passa um ano depois dos acontecimentos de Final Fantasy XII, e agora acompanhamos as aventuras de Vaan e Panelo no vasto continente flutuante chamado Lumeres, feito propriamente para o Nintendo DS. Juntos eles ganham mais amigos e revêem antigos do primeiro jogo para uma nova aventura. O único problema dessa aventura é que ela não foi tão expressiva quanto a de Final Fantasy XII.

                  

O primeiro ponto é o fato de muitos personagens que os fãs gostariam de rever não estão mais presentes, visto que o jogo carrega o “XII” que marcou muitos personagens. Para quem não jogou Final Fantasy XII (como eu), tal falta nem existe, e o jogo segue normalmente, mas para quem já jogou a falta pode ser perturbadora.

Outro ponto é sobre a própria história criada para o jogo. Ela somente atrai no inicio, entre os 3 primeiros capítulos para ser mais exato, mas ela é enjoativa, pouco cativante, e acima de tudo, passada ao jogador de um modo monótono. Como já estamos acostumados a ver em jogos para DS, as cutscenes são substituídas por um amontoado de textos pouco interessantes, e muitos não lêem ou prestam atenção na história por causa disso. Revenant Wings não possui imagens estáticas, o que é bom, mas não o suficiente, pois tudo isso é substituído por simples animações dos mesmos sprites usados nas batalhas.

Tudo isso somado a textos e mais textos dão ao jogador uma enjoada história na qual nem precisamos entender, pois tudo o que você precisa saber sobre a missão a ser feita é toda resumida em simples frases como: “derrote o inimigo X” ou “consiga o recurso Y”. Então, para quê entender a história se tudo o que precisamos está resumido em poucas palavras? Do mesmo jeito que Age of Empires III é muito mais divertido no modo multiplayer online do que no modo campanha, que é cheio de história sem sal e que não acrescenta significativamente.

Para quem estiver realmente interessado em Revenant Wings e que é fã de carteirinha de Final Fantasy, pode considerar tudo o que eu escrevi como algo sem sentido, mas para quem não tem paciência para ler algo que não precisa, então já entrou pro meu time.

 

Conclusão:

Acabou que muitos erros técnicos do jogo ficaram a mostra, mas isso não quer dizer que seja um jogo ruim. Muito pelo contrário, Final Fantasy XII Revenant Wings atinge a proposta com perfeição, trazendo tudo aquilo que consagrou a franquia com uma jogabilidade diferente. Mas como nenhum jogo é perfeito, e a história e alguns outros errinhos não puderam ser deixados de lado e que acabam apagando um pouco do brilho que este belíssimo jogo poderia ter. Mas de qualquer forma, esta continuação do grande jogo da geração passada de consoles está bastante aceitável, e trará muita diversão para quem gosta de RPG e estratégia em tempo real.

Nota Final: 7,5

Comentários (2)

por em 07/02/11 (19:57)
eu tenho DS e pra mim foi muito besta principalmente se você ja tiver jogado o 12 de ps2, tudo bem os graficos sao legais, mas o 12 de ps2 pra esse é muita diferença na historia, fora q o estilo de batalhas é de turnos o q pra min é ruim, nao q nao tenha boas batalhas de turnos mas a batalha desse jogo é ruim, se ele fosse livre seria bem melhor
por em 07/02/11 (18:11)
agora que eu li isso, vou parar de joga DD Tank e me empenhar no FF RW.
Pena que eu ñ tenho DS...
bom para isso que existe emuladores!